Suspeito de feminicídios em série em Goiás é investigado por mais de 15 crimes em dois estados
- FORTE POR SER MULHER

- 1 de out. de 2025
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Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, natural da Bahia, está preso na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, suspeito de cometer uma série de crimes violentos. Segundo a Polícia Civil, ele é investigado por mais de 15 delitos nos estados de Goiás e Bahia, incluindo feminicídios, estupros, roubos, tentativas de feminicídio, ocultação de cadáver e violência doméstica.
O homem foi detido em 12 de setembro de 2025, após retornar ao local onde, dias antes, havia matado Elisângela Silva de Sousa, assassinada a caminho do trabalho. Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (29), o delegado Adelson Candeo afirmou que Rildo já confessou três feminicídios e é considerado um “criminoso em série”.
“Segundo o delegado, órgãos como o FBI classificam como criminoso em série aquele que comete ao menos três assassinatos com características semelhantes, apresentando dissimulação, ausência de empatia e arrependimento, além de violência excessiva e modus operandi repetido. Por isso, Rildo se enquadra nesse perfil”.
Investigações na Bahia e em Goiás
Na Bahia, o suspeito responde por cinco casos, incluindo dois homicídios, um estupro, um roubo e violência doméstica. Já em Goiás, desde que se mudou para Rio Verde em janeiro de 2025, ele passou a agir de forma recorrente, especialmente no Bairro Popular.
Até o momento, foram confirmados três feminicídios, três estupros, um latrocínio, tentativa de feminicídio, além de crimes patrimoniais. Ele também é investigado pelo desaparecimento de duas mulheres.
Linha do tempo dos crimes em Goiás
01/03/2025 – Estupro
01/03/2025 – Estupro e tentativa de feminicídio
04/05/2025 – Desaparecimento
10/05/2025 – Roubo de celular, furto de veículo, dano e incêndio
17/05/2025 – Estupro
07/07/2025 – Feminicídio
29/08/2025 – Feminicídio e desaparecimento
07/09/2025 – Latrocínio
12/09/2025 – Feminicídio
Como o suspeito agia?
De acordo com a investigação, Rildo costumava se disfarçar com uniformes semelhantes aos de agentes de limpeza urbana, o que lhe permitia circular durante a madrugada sem levantar suspeitas. Assim, conseguia abordar suas vítimas e também evitar ser parado pela polícia.
Outro detalhe que chamou a atenção dos investigadores foi o hábito do suspeito de retornar às cenas dos crimes. “Ele observava o trabalho da Polícia Técnico-Científica, da Civil e da Militar com uma espécie de vaidade. Isso trazia prazer a ele”, disse Candeo.
Para o delegado, o padrão de violência utilizado contra as vítimas demonstra frieza e crueldade:

Polícia aponta padrão nos crimes de Rildo Soares
De acordo com a Polícia Civil, as vítimas de feminicídio atribuídas a Rildo Soares dos Santos apresentavam características em comum: eram dependentes químicas, circulavam sozinhas durante a noite e, além de assassinadas, também sofreram violência sexual.
Segundo o delegado Adelson Candeo, os crimes seguiam um mesmo padrão:
“As mulheres foram mortas com pancadas na cabeça, em terrenos baldios, sempre durante a madrugada. Depois, eram deixadas sem roupas, com sinais de tentativa de ocultação de cadáver.”
Durante as buscas na residência onde o suspeito morava sozinho, os investigadores encontraram mais de cinco bolsas femininas, além de facas e bonecas.

Vítima foi encontrada enterrada em lote baldio; suspeito é apontado pela polícia como autor do crime
Elisângela Silva de Souza foi encontrada morta em um lote baldio na manhã de quinta-feira (11), em Rio Verde (GO). Segundo a Polícia Civil, a jovem foi abordada por Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, enquanto caminhava para o trabalho. O suspeito teria anunciado um assalto e forçado a vítima a acompanhá-lo até o terreno onde o crime aconteceu.
Imagens obtidas pela TV Anhanguera mostram Rildo caminhando pela rua e segurando Elisângela pelo braço até o local. No terreno, segundo a versão apresentada por ele em depoimento, a vítima teria entrado em luta corporal, caído e batido a cabeça. Após a morte, o homem escondeu o corpo e retirou a calça da jovem para dificultar a localização, já que a peça era vermelha e chamaria atenção. A perícia, no entanto, confirmou que Elisângela estava completamente enterrada.
Embora o suspeito negue ter cometido violência sexual, os exames periciais constataram que a vítima foi estuprada. Ele também alegou que não tinha intenção de matá-la, mas as evidências apontam o contrário.
“A quantidade de lesões que a Elisângela tinha no rosto e no crânio deixa muito evidente que não foi um acidente. Ela foi agredida com extrema violência e extrema barbaridade”, afirmou o delegado Adelson Candeo.
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