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Polícia investiga feminicídio após morte de mulher em Minas Gerais

A Polícia Civil de Minas Gerais investiga a morte de Henay Rosa Gonçalves Amorim, de 31 anos, com indícios de feminicídio. O principal suspeito é o companheiro da vítima, Alisson de Araújo, de 43 anos, que foi preso durante o velório.

As investigações buscam esclarecer se a morte ocorreu no apartamento onde o casal vivia, em Belo Horizonte, ou durante o deslocamento de carro até o município de Itaúna, no interior do estado.

Apuração em andamento

De acordo com a Polícia Civil, diligências continuam em andamento para analisar imagens de câmeras de segurança do prédio residencial e de pontos do trajeto percorrido. O objetivo é verificar se Henay deixou o apartamento com vida.

Laudos periciais estão sendo produzidos, incluindo análises de vestígios encontrados na residência do casal, que serão submetidos a exames de DNA.

Contradições e indícios levantaram suspeita

O suspeito admitiu ter agredido a companheira durante uma discussão no apartamento, o que teria provocado sangramento. No entanto, ele negou ter tentado simular um acidente de trânsito para encobrir o crime.

A hipótese de feminicídio ganhou força após relatos de pessoas que prestaram socorro, que apontaram sinais incompatíveis com uma morte causada exclusivamente por acidente. Peritos indicaram que o estado do corpo sugeria que a morte teria ocorrido horas antes da colisão.

Resultados preliminares da perícia

Inicialmente, a causa da morte foi atribuída a traumatismo craniano decorrente do acidente. Contudo, uma nova necropsia indicou também possíveis sinais de asfixia, compatíveis com agressões físicas relatadas durante a investigação. O laudo final ainda não foi concluído, e as hipóteses seguem em análise técnica.

Entenda o caso

No domingo (14), após passar por um pedágio na rodovia MG-050, o veículo em que o casal estava colidiu com um micro-ônibus. Funcionários do local acionaram a polícia ao perceberem que a mulher estava desacordada no banco da frente e que o homem apresentava comportamento agitado.

Familiares de Henay relataram às autoridades que o relacionamento era marcado por conflitos e episódios de agressão, o que reforçou as suspeitas em torno das circunstâncias da morte.

Violência doméstica é crime

O caso segue sob investigação, com o suspeito permanecendo preso. A apuração busca esclarecer os fatos e responsabilizar eventuais autores, reforçando a importância do enfrentamento à violência doméstica e da proteção à vida das mulheres.

O Forte por Ser Mulher acompanha o caso com responsabilidade e reafirma o compromisso com a informação, a prevenção da violência de gênero e a defesa dos direitos das mulheres.

 
 
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