Congelamento de óvulos garante preservação da fertilidade em mulheres em tratamento contra o câncer
- FORTE POR SER MULHER

- 19 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

Mulheres diagnosticadas com câncer e que precisam iniciar tratamentos agressivos, como quimioterapia e radioterapia, podem contar com uma importante estratégia para preservar a fertilidade: o congelamento de óvulos. Em serviços públicos do estado de São Paulo, o procedimento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes oncológicas.
A técnica é indicada para mulheres cujo tratamento pode comprometer a função ovariana e reduzir as chances de uma gestação futura. Nesses casos, a preservação da fertilidade deixa de ser uma escolha pessoal e passa a ser uma necessidade clínica, integrada ao cuidado com a saúde da paciente.
Preservação da fertilidade como parte do tratamento
Especialistas explicam que o congelamento de óvulos em pacientes com câncer segue protocolos específicos, diferentes do congelamento realizado de forma eletiva. O objetivo é agir de forma rápida e segura, antes do início das terapias oncológicas, garantindo que os óvulos sejam preservados em condições adequadas.
Esse cuidado permite que a mulher tenha a possibilidade de engravidar após o término do tratamento, respeitando o tempo de recuperação do corpo e as orientações médicas.
Importância para pacientes com leucemia
O procedimento é especialmente relevante em casos de leucemia, nos quais a quimioterapia costuma ser a principal — e muitas vezes única — forma de tratamento. Como esse tipo de terapia pode afetar diretamente a fertilidade, o congelamento de óvulos se torna uma alternativa essencial para preservar projetos reprodutivos futuros.
Melhores resultados em mulheres mais jovens
Os resultados do congelamento de óvulos são considerados mais promissores quando o procedimento é realizado antes dos 30 anos, fase em que os óvulos tendem a apresentar melhor qualidade. Ainda assim, a técnica pode ser indicada em diferentes idades, conforme a avaliação médica individual.
Direito à informação e ao planejamento reprodutivo
Garantir o acesso à informação sobre preservação da fertilidade é fundamental para que mulheres em tratamento oncológico possam fazer escolhas conscientes sobre o futuro. Integrar esse cuidado ao tratamento do câncer representa um avanço na atenção integral à saúde feminina.
O Forte por Ser Mulher reforça a importância de políticas públicas que assegurem não apenas a sobrevivência, mas também a qualidade de vida, a autonomia e o direito ao planejamento reprodutivo das mulheres.
_edited_edited.png)






