Ministra das Mulheres destaca ações de educação e conscientização no combate ao feminicídio
- FORTE POR SER MULHER

- 19 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
O Brasil registrou 1.177 casos de feminicídio em 2025, uma média preocupante de quatro mortes por dia. Os dados foram apresentados pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ao detalhar as estratégias do governo federal para enfrentar a violência de gênero e ampliar a proteção às mulheres em todo o país.
Segundo a ministra, a violência contra a mulher assume diferentes formas e, muitas vezes, começa de maneira silenciosa dentro de casa. Ofensas verbais, empurrões e agressões físicas leves costumam ser naturalizadas, o que dificulta o reconhecimento da violência e o pedido de ajuda.

Ações para enfrentamento da violência
Entre as principais iniciativas do Ministério das Mulheres está a ampliação e qualificação do Ligue 180, canal que realiza cerca de 3 mil atendimentos diários, oferecendo orientação, acolhimento e encaminhamento para a rede de proteção.
A ministra destacou que o compromisso do ministério é dar visibilidade aos dados e aprimorar o monitoramento dos casos. Para isso, está em andamento a estruturação de uma área específica voltada à avaliação e gestão da informação, em parceria com órgãos de segurança pública, com o objetivo de qualificar ainda mais os registros e análises sobre a violência contra as mulheres.
Educação como ferramenta de prevenção
Outro eixo central das políticas públicas anunciadas é a educação. O ministério prevê parcerias com universidades federais, estaduais e institutos federais para incluir conteúdos permanentes sobre prevenção à violência de gênero na formação de futuros profissionais, além de ações voltadas à assistência estudantil.
A proposta é envolver diferentes setores da sociedade na construção de uma cultura de respeito e igualdade, atuando de forma preventiva desde a formação acadêmica.
Equidade salarial e autonomia feminina
A desigualdade salarial entre homens e mulheres também foi apontada como um fator que impacta diretamente a autonomia feminina. Atualmente, as mulheres recebem, em média, 21,2% a menos que os homens para exercer as mesmas funções, chegando a diferenças ainda maiores em determinados setores.
De acordo com a ministra, a falta de acesso à renda e a serviços públicos de qualidade dificulta a independência financeira das mulheres e amplia a vulnerabilidade à violência. Por isso, a implementação da lei de equidade salarial é considerada uma ferramenta essencial no enfrentamento do problema.
Ainda assim, a ministra ressaltou que a violência de gênero atravessa todas as classes sociais. Relatos de agressões e abusos aparecem entre mulheres de diferentes perfis, incluindo empresárias, gestoras públicas e lideranças acadêmicas.
Conscientização em espaços públicos
Para ampliar o alcance das ações informativas, o Ministério das Mulheres também implementou a Tenda Lilás, um projeto itinerante que leva informações sobre direitos, prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres a locais de grande circulação, como rodoviárias, praias, estações de metrô e trens.
A iniciativa busca dialogar diretamente com a população, ampliar o acesso à informação e fortalecer a rede de apoio às mulheres em situação de violência.
Enfrentar a violência é um compromisso coletivo
As medidas apresentadas reforçam que o combate ao feminicídio exige ações integradas, envolvendo educação, políticas públicas, autonomia econômica e conscientização social. A violência contra a mulher não é um problema individual, mas uma responsabilidade coletiva que precisa ser enfrentada de forma contínua.
O Forte por Ser Mulher segue acompanhando e divulgando iniciativas que fortalecem os direitos, a dignidade e a segurança das mulheres.
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