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Homem vira réu por matar esposa que se recusou a fazer almoço em cidade do interior de São Paulo

Mais um caso de feminicídio choca o país e evidencia a persistência da violência de gênero. A Justiça aceitou a denúncia contra Reginaldo Martins da Silva, de 53 anos, acusado de matar sua companheira, Clarice Marciano da Silva, no início de maio, na cidade de Santo Antônio da Alegria (SP).

De acordo com a investigação, o crime ocorreu após a vítima se recusar a preparar o almoço. Reginaldo foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, caracterizado como feminicídio, motivo fútil e recurso que impossibilitou defesa da vítima.

Crime e investigação

Clarice foi morta dentro de casa, no sítio onde vivia com o agressor. Segundo a Polícia Civil, ele confessou o crime no momento da prisão. Após audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva, e Reginaldo foi encaminhado à Penitenciária de Serra Azul (SP).

O laudo necroscópico confirmou que Clarice morreu em decorrência de um tiro no coração. Exames periciais também apontaram o uso recente da arma apreendida, uma garrucha calibre 22 encontrada no local.

Com a conclusão do inquérito, o Ministério Público apresentou a denúncia à Justiça, que foi aceita, tornando o acusado réu pelo assassinato. O processo corre sob segredo de Justiça.

Violência de gênero e a urgência da denúncia

O caso de Clarice é mais um retrato doloroso da realidade brasileira: segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, a cada 6 horas uma mulher é vítima de feminicídio no país — e a maioria dessas mortes ocorre dentro de casa, por companheiros ou ex-companheiros.

A naturalização da violência doméstica e o controle sobre o corpo e a rotina das mulheres continuam alimentando tragédias como essa. Nenhum desentendimento, nenhum ato de desobediência, justifica a morte de uma mulher.

Denuncie a violência

A denúncia é o primeiro passo para romper o ciclo da violência.📞 Ligue 180 — Central de Atendimento à Mulher (funciona 24h, de forma gratuita e sigilosa).📞 Ligue 190 — em casos de emergência.

 
 
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