top of page

Saúde mental das mulheres durante o Carnaval

A sobrecarga de trabalho e cuidado durante a festa evidencia a importância de políticas públicas voltadas à saúde mental feminina

Reprodução: Imagem gerada por IA
Reprodução: Imagem gerada por IA

O Carnaval de Salvador é um período de intensa atividade econômica e cultural, especialmente para as mulheres que atuam diretamente na realização da festa. Ambulantes, catadoras de recicláveis, trabalhadoras da limpeza, costureiras, produtoras culturais e artistas enfrentam jornadas extensas de trabalho em um contexto marcado por pressão física, emocional e financeira.



Para além do esforço no trabalho remunerado, muitas dessas mulheres seguem responsáveis pelo cuidado com filhos, familiares e pela organização da vida doméstica. A soma dessas responsabilidades impacta diretamente a saúde mental, intensificando quadros de estresse, cansaço extremo e sobrecarga emocional, que nem sempre são reconhecidos como parte de um problema coletivo.



Durante grandes eventos como o Carnaval, a saúde mental das mulheres costuma ser invisibilizada. A lógica da festa e da produtividade frequentemente desconsidera a necessidade de descanso, acolhimento e suporte emocional, especialmente para aquelas que atuam em atividades informais ou sem acesso regular a serviços de saúde.



Nesse cenário, discutir saúde mental das mulheres durante o Carnaval é fundamental para ampliar o entendimento de que bem-estar emocional também é um direito. A ausência de políticas públicas específicas reforça desigualdades de gênero, uma vez que o cuidado com a própria saúde costuma ser adiado diante das múltiplas jornadas assumidas pelas mulheres.



A Comissão da Mulher da Câmara Municipal de Salvador atua defendendo a construção de políticas públicas mais sensíveis à realidade das mulheres. A Comissão reforça a importância de ações integradas que considerem o impacto do trabalho, do cuidado e da informalidade na saúde emocional feminina, especialmente em períodos de grande demanda, como o Carnaval.



Ao tratar a saúde mental como parte das políticas públicas voltadas à festa, o debate avança no sentido de uma cidade que reconhece as mulheres não apenas como força de trabalho, mas como sujeitos de direitos. Cuidar da saúde mental das mulheres é também fortalecer a sustentabilidade social do Carnaval e reafirmar o compromisso com uma Salvador mais justa e humana.

 
 
Design sem nome (7).png
bottom of page