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Brasileira desenvolve pesquisa promissora para regeneração da medula espinhal

Um avanço científico liderado por uma mulher brasileira vem chamando a atenção da comunidade médica e científica. A professora Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), desenvolveu uma proteína experimental chamada polilaminina, voltada ao tratamento de lesões graves na medula espinhal.

A substância tem como objetivo estimular a reconexão de neurônios danificados, criando um ambiente favorável para que os axônios — prolongamentos responsáveis pela transmissão de impulsos nervosos — possam voltar a crescer e restabelecer circuitos interrompidos por traumas.

O tratamento é aplicado diretamente na região lesionada da medula e atua como uma espécie de “ponte biológica”, favorecendo a regeneração neural.

Avanço na medicina regenerativa

A pesquisa está sendo desenvolvida em parceria com o laboratório brasileiro Cristália e já recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fase 1 dos testes clínicos — etapa que avalia principalmente a segurança da substância em seres humanos.

Embora ainda esteja em fase inicial de estudos, os resultados preliminares indicam sinais positivos, reacendendo a esperança para pessoas que convivem com lesões medulares severas, como paraplegia e tetraplegia.

Especialistas apontam que, caso a eficácia seja comprovada nas próximas fases clínicas, o trabalho poderá representar um marco histórico na medicina regenerativa.

Ciência feita por mulheres

Mais do que um avanço científico, essa conquista simboliza a força da presença feminina na ciência brasileira. Em um cenário onde mulheres ainda enfrentam desafios para ocupar espaços de liderança na pesquisa, iniciativas como essa reforçam o protagonismo feminino na transformação da sociedade por meio do conhecimento.

O projeto segue em desenvolvimento e ainda precisa passar pelas etapas regulatórias antes de se tornar um tratamento amplamente disponível. Ainda assim, já representa um passo importante na busca por soluções inovadoras para condições consideradas irreversíveis até pouco tempo atrás.

O “Forte por Ser Mulher” acompanha e valoriza histórias como essa — porque quando uma mulher avança, toda a sociedade avança junto.

 
 
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