Relatório aponta que acesso à saúde em Salvador caiu 32 posições em um ano — o que isso significa para você
- FORTE POR SER MULHER

- há 4 horas
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Um relatório recente divulgado em fevereiro de 2026 mostrou que a qualidade do acesso aos serviços de saúde em Salvador caiu 32 posições no ranking nacional de competitividade dos municípios entre 2024 e 2025. A capital baiana passou a ocupar a 338ª colocação entre todos os municípios brasileiros no quesito acesso à saúde, com nota 36,82 — um recuo significativo que preocupa especialistas, pacientes e comunidades inteiras.

O levantamento foi realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) e publicado no Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, que avalia a capacidade das gestões municipais de garantirem serviços essenciais à população.
🚨 Por que essa queda preocupa?
Quando falamos sobre acesso à saúde, não é apenas sobre número de hospitais ou unidades básicas de saúde (UBS). Esse indicador avalia aspectos como:
disponibilidade de atendimento médico e exames,
tempo de espera por consultas,
cobertura de serviços essenciais,
eficiência do sistema de saúde pública.
Uma queda de 32 posições em um ano significa que, em comparação com outras cidades brasileiras, Salvador está ficando para trás na entrega desses serviços fundamentais.
🩺 O que está por trás dos números?
Especialistas apontam que essa queda pode refletir desafios reais enfrentados pelos usuários:
longas filas para consultas e exames,
dificuldades para agendar procedimentos,
atendimentos com pouco suporte ou demora no SUS,
estrutura insuficiente para uma população crescente.
Esses problemas afetam de forma direta a rotina das pessoas — especialmente mulheres, que muitas vezes acumulam o papel de cuidadoras das suas famílias, levando filhos, pais e parentes para consultas e acompanhamentos regulares.
👩👩👧👦 Impacto nas famílias
Mulheres são frequentemente as principais responsáveis pelos cuidados de saúde da família — desde a marcação de consultas até o acompanhamento de tratamentos. Quando o acesso ao sistema de saúde se torna mais difícil, isso se reflete em:
mais tempo e recursos gastos para conseguir atendimento,
ansiedade e insegurança sobre a saúde de quem cuidam,
impacto no trabalho e na rotina pessoal.
Essa queda no desempenho da cidade no ranking é um sinal de alerta para políticas públicas mais eficazes, voltadas ao fortalecimento do SUS e à melhoria do atendimento à população.
📍 Comparativo com a RMS
A situação não é exclusiva de Salvador. Municípios da Região Metropolitana (RMS) também registraram queda nos indicadores de acesso à saúde:
Camaçari perdeu 50 posições,
Lauro de Freitas caiu 14 posições,
Simões Filho recuou 9 posições no ranking.
Isso demonstra que o desafio é regional e exige coordenação entre diferentes gestões públicas para promover melhorias reais.
💬 E agora?
A queda no ranking alerta gestores e a sociedade para a necessidade de ações concretas, como:
reforço de equipes e equipamentos nas UBSs,
redução de filas e tempo de espera,
mais investimento em prevenção e atenção primária,
melhoria na gestão do sistema de saúde.
📌 Forte por Ser Mulher acredita que saúde é um direito fundamental. Informação assim ajuda mulheres e homens a entenderem o cenário, reivindicarem seus direitos e participarem ativamente da construção de serviços públicos de qualidade.
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