Pai que reagiu à violência contra filha emociona júri e reacende debate sobre proteção às mulheres
- FORTE POR SER MULHER

- há 1 dia
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Um depoimento prestado durante uma sessão do Tribunal do Júri voltou a mobilizar discussões nas redes sociais e na sociedade brasileira sobre os limites da reação diante da violência doméstica. No centro do caso está um pai que confessou ter amarrado e castigado o genro após tomar conhecimento de agressões cometidas contra sua filha.
Durante o julgamento, o homem relatou que a decisão de agir foi motivada pelo sofrimento vivido pela filha dentro do relacionamento. Em seu depoimento, afirmou que não suportou vê-la sendo vítima de violência e que sua atitude foi impulsionada pelo desejo de protegê-la. A sinceridade do relato e o tom emocional marcaram a sessão e repercutiram amplamente após a divulgação do vídeo do tribunal.
O episódio, embora específico, evidencia uma realidade persistente no país: a violência contra mulheres dentro do ambiente doméstico. Dados de órgãos de segurança pública e entidades de defesa dos direitos das mulheres apontam que agressões físicas e psicológicas continuam sendo registradas em números preocupantes, muitas vezes ocorrendo de forma silenciosa e prolongada.
Especialistas destacam que, embora a reação de familiares possa surgir como expressão de desespero e proteção, o enfrentamento da violência doméstica deve ocorrer por meio dos canais institucionais e das políticas públicas existentes. A Lei Maria da Penha, por exemplo, prevê medidas protetivas de urgência, acompanhamento policial e suporte jurídico e psicossocial às vítimas.
O caso também evidencia o papel da rede de apoio na vida de mulheres em situação de violência. Familiares, amigos, instituições e movimentos sociais podem representar um ponto decisivo para que a vítima rompa o ciclo de agressões e busque proteção. Ao mesmo tempo, reforça a necessidade de fortalecimento das políticas de prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores.
Para organizações que atuam na defesa dos direitos das mulheres, a repercussão do episódio revela não apenas a indignação social diante da violência, mas também a urgência de ampliar informação, acesso a serviços e conscientização coletiva. A proteção das mulheres deve ser compreendida como responsabilidade compartilhada entre Estado e sociedade.
O depoimento que emocionou o júri vai além de um caso individual. Ele expõe dores familiares, lacunas na proteção e a urgência de um compromisso contínuo com o enfrentamento da violência de gênero — um desafio que permanece central para a construção de uma sociedade mais justa e segura para todas.
Se você ou alguém que conhece enfrenta situação de violência, procure ajuda. Denúncias podem ser feitas pelo Ligue 180, canal nacional de atendimento à mulher.
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