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Mãe solo é obrigada por chefe a ficar até as 20h com a filha chorando de fome no trabalho.


Uma agente de microcrédito da Camed Microcrédito e Serviços Ltda. será indenizada em R$ 10 mil após sofrer assédio moral praticado pela coordenadora da unidade. A decisão foi mantida por unanimidade pela Terceira Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) e ainda cabe recurso.


Segundo a trabalhadora, ela era constantemente exposta a situações humilhantes, recebia críticas na frente dos colegas e chegou a ser chamada de "necessitada e mãe solo" pela coordenadora, que afirmou que ela só mantinha o emprego por essa condição. Um dos episódios que embasaram a condenação ocorreu quando a funcionária foi impedida de deixar o trabalho no horário para buscar a filha na escola.


Ela precisou buscar a criança e retornar à unidade, onde permaneceu até as 20h com a filha, que chorava de fome e cansaço. Conforme o processo, a coordenadora ainda disse à menina que a mãe estava "de castigo" por não ter feito o trabalho corretamente.


Um dos episódios que embasaram a condenação ocorreu quando a funcionária foi impedida de deixar o trabalho no horário para buscar a filha na escola. Ela precisou buscar a criança e retornar à unidade, onde permaneceu até as 20h com a filha, que chorava de fome e cansaço. Conforme o processo, a coordenadora ainda disse à menina que a mãe estava "de castigo" por não ter feito o trabalho corretamente.


Ao analisar o caso, a 15ª Vara do Trabalho de Salvador considerou que testemunhas confirmaram as práticas abusivas, incluindo o episódio envolvendo a filha da empregada e o ambiente hostil mantido pela coordenadora. Diante das provas, a empresa foi condenada ao pagamento de indenização por danos morais.


Ao recorrer ao TRT-BA, a Camed tentou reverter a decisão, mas a relatora, desembargadora Viviane Leite, destacou que os depoimentos comprovaram ameaças, humilhações públicas e a conduta reiterada da superiora. A magistrada também citou parecer do Ministério Público do Trabalho (MPT), que reconheceu a prática de assédio moral e ressaltou a gravidade do episódio envolvendo a filha da trabalhadora.Com isso, a Terceira Turma manteve integralmente a condenação de R$ 10 mil por danos morais. Ainda cabe recurso da decisão.

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