Jovem morta em arraiá na Bahia teria sido imobilizada por dois homens e esfaqueada por outra mulher
- FORTE POR SER MULHER

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A morte de Amanda Alves da Silva, de 27 anos, durante uma festa junina realizada na madrugada de domingo (14), na localidade de Gameleira, zona rural de Filadélfia, no norte da Bahia, pode ter sido resultado de uma briga antiga. Segundo relatos de familiares da vítima para a polícia, a jovem foi alvo de uma emboscada e acabou sendo imobilizada por dois homens antes de ser assassinada com golpes de canivete.
Ainda de acordo com os parentes, a emboscada teria sido planejada por uma mulher que mantinha uma desavença antiga com Amanda. Antes do crime, a suspeita teria publicado vídeos nas redes sociais com provocações e mensagens que, segundo a família, eram direcionadas à vítima. Em uma das gravações, ela afirmava ser o "terror da Filadélfia".
Amanda teria sido cercada por várias pessoas e, em determinado momento, foi contida por dois homens enquanto a briga acontecia. A família afirma que foi nesse instante que a autora do crime aproveitou para atacá-la. A irmã de Amanda usou as redes sociais para pedir justiça e acusou familiares dos suspeitos de estarem ajudando envolvidos no crime.
"Tiraram a vida da minha irmã.
Arrancaram a minha menina de mim e da minha família. Vou gritar por justiça. O pior de tudo é que a família deles está encobrindo os envolvidos e ajudando alguns a fugirem. Os filhos deles estão vivos, mas eles levaram a minha irmã, uma filha, uma irmã, para debaixo da terra com toda essa crueldade e sangue frio.
Que dor, meu Deus. Eu imploro por justiça. "A voz de cada pessoa pode nos ajudar a fazer justiça", escreveu ela, que se identificou como Karen. Segundo a Polícia Civil, Amanda foi atingida por golpes de arma branca durante uma briga ocorrida por volta das 4h, enquanto participava da festa no povoado de Gameleira.
Ela chegou a ser socorrida para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos. A Polícia Militar informou que equipes do 6.º Batalhão foram acionadas após a vítima dar entrada sem sinais vitais no Hospital São Sebastião. Testemunhas relataram aos policiais que a agressão ocorreu durante o evento junino.
Após o crime, os militares realizaram buscas na região para localizar a suspeita apontada como autora das facadas, mas, até o momento, ninguém foi preso. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que apura a dinâmica do homicídio e a participação de outras pessoas na ação.
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