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Mulheres sofrem mais com dor crônica — e a ciência começa a explicar por quê

Fonte: Internet
Fonte: Internet

As mulheres sofrem mais de dor crônica do que os homens — e isso não é “exagero”, nem “sensibilidade maior”. É biologia.


Um novo estudo publicado na revista Science Immunology aponta que a diferença pode estar no funcionamento do sistema imunológico. A pesquisa indica que homens e mulheres ativam mecanismos imunológicos distintos diante da dor persistente, o que ajuda a explicar por que elas são mais afetadas por condições como enxaqueca, fibromialgia, artrite e dores musculoesqueléticas crônicas.


O que a ciência descobriu

Segundo o estudo, células do sistema imunológico se comportam de forma diferente em corpos femininos e masculinos. Essa resposta distinta pode amplificar sinais de dor nas mulheres, tornando os quadros mais frequentes e prolongados.

Por décadas, a dor feminina foi subestimada ou atribuída apenas a fatores emocionais ou hormonais. Agora, evidências científicas reforçam que há bases imunológicas reais que precisam ser consideradas no diagnóstico e no tratamento.


Impacto direto nos tratamentos

A descoberta pode abrir caminho para terapias mais específicas e eficazes, levando em conta as diferenças biológicas entre os sexos.

Hoje, muitas pacientes com dor crônica acabam recebendo prescrição de analgésicos opioides — medicamentos potentes que trazem alto risco de efeitos colaterais e dependência. Compreender melhor os mecanismos imunológicos pode permitir:


  • Desenvolvimento de medicamentos direcionados

  • Redução do uso de opioides

  • Tratamentos personalizados

  • Mais eficácia e menos efeitos adversos


Uma questão de saúde pública — e de gênero

A dor crônica afeta milhões de mulheres no mundo e impacta diretamente qualidade de vida, produtividade, saúde mental e autonomia. Quando a ciência ignora diferenças biológicas, o resultado é tratamento inadequado.

Reconhecer que homens e mulheres sentem dor de formas biologicamente distintas não é dividir — é cuidar melhor.


A pesquisa reforça uma demanda histórica: políticas de saúde precisam considerar as especificidades do corpo feminino.


Dor não é drama. Não é fraqueza. Não é exagero.


É ciência.

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