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Estatísticas da violência: 11 milhões de mulheres relatam agressões de parceiros no Brasil



Fonte: Bnwes.com
Fonte: Bnwes.com

Cerca de 11 milhões de mulheres no Brasil relataram ter sofrido violência de parceiro íntimo em 2023. O dado integra o Global Burden of Disease, publicado na revista The Lancet e divulgado pela Folha de São Paulo. O país aparece numa faixa intermediária no recorte global.


No recorte percentual, isso representa algo entre 10% e 14% das brasileiras com 15 anos ou mais expostas a esse tipo de violência dentro de relações afetivas ou conjugais. Brasil no mapa global. Segundo o jornal, o Brasil ocupa um ponto intermediário quando os dados são comparados internacionalmente. Taxas mais elevadas aparecem em regiões da África e do sul da Ásia. Ainda assim, o padrão não se rompe: a violência se mantém distribuída, persistente, sem queda consistente ao longo dos anos.


Escala mundial do problema: no cenário global, aproximadamente uma em cada cinco mulheres já sofreu violência de parceiro íntimo em algum momento da vida. Em números absolutos, são cerca de 608 milhões de mulheres.


Quando o recorte avança para violência sexual na infância, o volume cresce. Mais de 1 bilhão de pessoas, entre homens e mulheres, relatam esse tipo de experiência ao longo da vida.


Impacto acumulado: os efeitos aparecem em indicadores de saúde ao longo do tempo. Em 2023, a violência por parceiro íntimo respondeu por 18,5 milhões de anos de vida perdidos entre mulheres. A violência sexual na infância aparece com 32,2 milhões de anos de vida perdidos no mesmo recorte. Entre mulheres de 15 a 49 anos, esses dois fatores entram entre os principais riscos à saúde global.


Recorte brasileiro: no Brasil, 64,2% das vítimas são mulheres negras, conforme dados do Fórum. Outro ponto recorrente nos levantamentos é a subnotificação. Mesmo com ajustes metodológicos, parte dos episódios não entra nas estatísticas oficiais.

 
 
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