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Dia da Conquista do Voto Feminino reforça luta por mais mulheres no poder, destaca Ireuda Silva.

Neste 24 de fevereiro, o Brasil celebra o Dia da Conquista do Voto Feminino — uma data que simboliza coragem, mobilização e resistência das mulheres na busca por cidadania plena. Foi em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas, que o Código Eleitoral garantiu às brasileiras o direito ao voto, após intensa pressão do movimento sufragista liderado por mulheres como Bertha Lutz.


Mais do que um marco histórico, a data é um chamado à continuidade da luta.

Para a vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Municipal de Salvador, o voto foi apenas o primeiro passo rumo à verdadeira representatividade feminina.

“O direito ao voto foi uma vitória histórica, mas também o início de uma caminhada por mais espaço e representatividade. Não basta votar, é preciso ocupar os espaços de poder”, afirma.

Da conquista formal à desigualdade real

Antes de 1932, as mulheres eram oficialmente excluídas do processo eleitoral. Inicialmente, o voto feminino era facultativo e restrito a mulheres casadas (com autorização do marido), viúvas e solteiras com renda própria. O direito foi ampliado com a Constituição de 1934 e consolidado em termos de igualdade com a Constituição de 1988.


Apesar dos avanços legais, os números mostram que ainda há um longo caminho a percorrer. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que as mulheres representam mais de 52% do eleitorado brasileiro, mas ocupam apenas cerca de 18% das cadeiras na Câmara dos Deputados e aproximadamente 15% nas câmaras municipais.


Na prática, a presença feminina na política ainda é marcada por barreiras estruturais, desigualdade no financiamento de campanhas e violência política de gênero — realidade que atinge de forma ainda mais dura as mulheres negras.


Honrar o passado, transformar o presente

Para Ireuda, o Dia da Conquista do Voto Feminino não é apenas uma celebração, mas uma reflexão sobre a sub-representação feminina nos espaços de decisão.

“A conquista do voto nos lembra que direitos não são concessões, são frutos de luta. Precisamos garantir que mais mulheres, especialmente mulheres negras, estejam nos espaços de decisão. Honrar essa história é seguir lutando por igualdade real, respeito e justiça social.”

No site Forte por Ser Mulher, a data reforça um compromisso permanente: fortalecer vozes femininas, ampliar protagonismos e transformar poder em representatividade. Porque votar é um direito. Ocupar é uma necessidade.


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