CNJ recebe nova denúncia de importunação sexual contra ministro do STJ Caso reforça debate sobre poder, silenciamento de vítimas e responsabilidade institucional
- FORTE POR SER MULHER

- 10 de fev.
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou, nesta segunda-feira (9), o recebimento de uma nova denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A acusação está sendo apurada pela Corregedoria Nacional de Justiça, que instaurou uma nova reclamação disciplinar, em procedimento que tramita sob segredo de Justiça.
De acordo com o CNJ, a suposta vítima já foi ouvida no âmbito da apuração. Essa é a segunda denúncia envolvendo o ministro em um intervalo curto de tempo, o que amplia a gravidade do caso e reacende o debate sobre violência sexual, relações de poder e a dificuldade histórica de responsabilização em espaços institucionais.
Primeira denúncia envolve jovem de 18 anos
Na semana passada, o CNJ havia recebido a primeira denúncia contra Marco Buzzi, de 68 anos. Uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do ministro, relatou que teria sido agarrada por ele durante um banho de mar.
O episódio teria ocorrido no mês passado, durante férias em Balneário Camboriú (SC), quando o ministro e a família da jovem estavam juntos. Após a denúncia, o STJ abriu uma sindicância interna para apurar os fatos.
Na sequência, o ministro apresentou um atestado médico e encontra-se afastado de suas funções por motivos de saúde.
Defesa nega acusações
Em nota, os advogados Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila, que representam o ministro, negaram as acusações e afirmaram que ainda não tiveram acesso aos procedimentos instaurados no CNJ.
“O ministro Marco Buzzi não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbito dos procedimentos já instaurados”, diz o comunicado da defesa.
Violência sexual e poder
Para o Forte por Ser Mulher, o caso evidencia a importância de mecanismos institucionais independentes, como o CNJ, para apuração de denúncias de violência sexual — especialmente quando envolvem autoridades em posições de poder.
A abertura de procedimentos disciplinares e a escuta das supostas vítimas representam passos fundamentais para romper ciclos de silêncio e reforçar que nenhuma posição hierárquica pode servir de escudo contra a responsabilização.
O site seguirá acompanhando o caso, reafirmando o compromisso com a informação responsável, a defesa dos direitos das mulheres e o respeito ao devido processo legal.
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