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Vírus Nipah: o que mulheres precisam saber sobre esse vírus emergente

O vírus Nipah (NiV) é um vírus zoonótico raro, porém extremamente grave, identificado pela primeira vez entre 1998 e 1999, durante um surto na Malásia. Ele pertence à família Paramyxoviridae, gênero Henipavirus, e é considerado endêmico em regiões do Sul e Sudeste Asiático.

Embora não seja um vírus presente no Brasil, o Nipah faz parte da lista de patógenos que exigem atenção da saúde global, especialmente quando falamos de prevenção, informação de qualidade e cuidado com o corpo.

Por que o vírus Nipah preocupa?

O Nipah apresenta alta letalidade, podendo chegar a taxas superiores a 70% em alguns surtos. Seu material genético é composto por RNA de fita simples de sentido negativo, e ele tem predileção por células essenciais ao funcionamento do organismo, como:

  • neurônios do Sistema Nervoso Central,

  • células endoteliais (relacionadas aos vasos sanguíneos),

  • células do músculo liso.

Esse comportamento explica por que a infecção pode causar comprometimentos neurológicos graves, afetando diretamente a autonomia e a qualidade de vida da pessoa infectada.

Como ocorre a transmissão?

O vírus Nipah é transmitido principalmente por meio de animais, tendo como reservatórios naturais os morcegos frugívoros. A infecção pode ocorrer por:

  • ingestão de alimentos contaminados,

  • contato direto com animais infectados,

  • transmissão entre pessoas,

  • contato com superfícies, urina ou fezes contaminadas.

➡️ É importante destacar: o vírus não é endêmico no Brasil, e os morcegos associados à transmissão não fazem parte da fauna brasileira.

Sintomas: fique atenta aos sinais

Os sintomas iniciais podem ser confundidos com outras infecções, o que torna a informação ainda mais importante. Entre os principais sinais estão:

  • febre acima de 37,8 °C,

  • dor de cabeça intensa,

  • alterações no nível de consciência,

  • mudanças de humor e comportamento, como depressão,

  • dificuldade para respirar ou engolir.

Nos casos mais graves, a infecção pode evoluir para:

  • encefalite,

  • convulsões,

  • coma,

  • edema cerebral,

  • hemorragia pulmonar,

  • choque circulatório,

  • paralisia motora.

Algumas pessoas sobreviventes podem apresentar sequelas neurológicas duradouras, como alterações cognitivas e motoras.

Diagnóstico, tratamento e cuidado

O diagnóstico é feito principalmente por exames de biologia molecular, como a RT-PCR. Até o momento, não existe vacina nem tratamento específico comprovadamente eficaz para o vírus Nipah. O cuidado médico é baseado em tratamento de suporte, reforçando a importância do acesso rápido aos serviços de saúde.

Devido à sua gravidade, o vírus é classificado pelo CDC como patógeno de categoria C, o que exige vigilância constante.

E o risco para mulheres no Brasil?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, o risco de circulação do vírus Nipah no Brasil é baixo. Ainda assim, o país mantém monitoramento contínuo, em parceria com organismos internacionais.

Informação salva vidas — e mulheres bem informadas tomam decisões mais seguras sobre sua saúde e a de quem está ao seu redor.

 
 
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