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União Brasil oficializa ACM Neto como pré-candidato ao governo da Bahia: o que isso significa para o cenário político estadual

Fonte: TVBahia
Fonte: TVBahia

O União Brasil oficializou, na noite da última segunda-feira (30), o nome de ACM Neto como pré-candidato ao governo da Bahia. O anúncio foi feito durante um evento em Feira de Santana, consolidando mais um movimento estratégico na disputa eleitoral de 2026.


Ao lado dele, foi apresentado como pré-candidato a vice-governador Zé Cocá, atual prefeito de Jequié. Para disputar o novo cargo, Cocá deverá deixar a prefeitura até o início de abril, conforme exige a legislação eleitoral.


A chapa também trouxe novidades no Senado: Ângelo Coronel tentará a reeleição agora alinhado ao grupo de oposição, enquanto João Roma retorna ao campo político de Neto, indicando uma recomposição de forças que pode impactar diretamente o equilíbrio eleitoral no estado.


Um cenário em reconstrução política

A pré-candidatura de ACM Neto representa mais do que uma tentativa de retorno ao protagonismo estadual. Ex-prefeito de Salvador por dois mandatos e figura consolidada na política baiana, ele busca reposicionar seu grupo após disputas recentes e mudanças de alianças.

O evento reuniu lideranças importantes, como Bruno Reis e José Ronaldo, evidenciando o esforço de articulação política em torno da candidatura.


E onde estão as mulheres nessa disputa?

Embora o anúncio reforce alianças e estratégias eleitorais, chama atenção — mais uma vez — a ausência de mulheres nos principais espaços da chapa majoritária apresentada.

No atual cenário político baiano, a participação feminina ainda enfrenta barreiras estruturais, especialmente em cargos de maior visibilidade e poder, como governo e Senado. Mesmo com avanços na legislação e no debate público, a sub-representação segue sendo um desafio.

Para além dos nomes anunciados, a pergunta que permanece é: quais vozes femininas estão sendo incluídas na construção desse projeto político? E mais — como as pautas que impactam diretamente a vida das mulheres baianas serão tratadas durante a campanha?


O que vem pela frente

Vale lembrar que as pré-candidaturas ainda não são oficiais no calendário eleitoral. As definições formais ocorrerão durante as convenções partidárias, previstas entre julho e agosto.

Até lá, o cenário deve passar por ajustes, novas alianças e possíveis reposicionamentos — abrindo espaço, inclusive, para que a participação feminina ganhe mais protagonismo, algo cada vez mais cobrado pela sociedade.

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