Salvador inaugura espaço permanente para acolher mulheres vítimas de violência
- FORTE POR SER MULHER

- 12 de ago.
- 2 min de leitura

O Shopping Bela Vista, em Salvador, inaugurou nesta segunda-feira (11) um espaço permanente para acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica e de gênero. É a primeira vez que um local com essa finalidade funciona dentro de um centro comercial da capital baiana.
A iniciativa faz parte do projeto "Luto por Elas", do Ministério Público da Bahia (MPBA), e conta com a parceria do próprio shopping, do bloco carnavalesco As Muquiranas, da Prefeitura de Salvador, da Defensoria Pública e de outras instituições.
O espaço foi pensado para ser seguro, reservado e equipado com atendimento especializado, reforçando a rede de proteção e apoio às vítimas.
O novo espaço contará com profissionais capacitados e estagiários das áreas de Psicologia e Serviço Social. As equipes serão responsáveis por ouvir as vítimas, registrar informações em formulários de avaliação de risco e encaminhá-las para os serviços adequados da rede de proteção.
Paralelamente, foi inaugurada a Sala Agosto Lilás, que funcionará durante todo o mês promovendo debates, ações de prevenção à violência contra a mulher e orientações diretas às vítimas.
Rede de apoio:
Para a promotora de Justiça Sara Gama, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid), a criação do espaço é um avanço por garantir proteção também em locais de grande circulação.
“O Ministério Público, junto com os parceiros, idealizou um ambiente permanente para acolher mulheres vítimas de qualquer tipo de violência. É um espaço fundamental, pois também atende trabalhadoras e frequentadoras do shopping”, afirmou, em nota.
A secretária de Política para as Mulheres, Fernanda Lordello, destacou a importância de ampliar os espaços de escuta qualificada:
“Precisamos de locais onde as mulheres sejam ouvidas e cuidadas por equipes especializadas. É assim que conseguiremos reduzir os casos de feminicídio e violência. Quando uma mulher é destruída, toda a família sofre. Essa é uma questão que deve mobilizar toda a sociedade.”
_edited_edited.png)





