Jovem é brutalmente esfaqueada após recusar pedido de namoro em São Gonçalo
- FORTE POR SER MULHER

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Mais um caso de violência extrema contra mulheres choca o Rio de Janeiro. Na última sexta-feira (6), Alana Anísio Rosa, de apenas 20 anos, foi esfaqueada mais de 15 vezes dentro da própria casa, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do estado. O ataque ocorreu após a jovem recusar um pedido de namoro. Alana permanece internada em estado grave na UTI.
O suspeito do crime, Luiz Felipe Sampaio, foi preso no mesmo dia. Segundo relatos da família, ele morava no mesmo bairro e passou a perseguir a jovem após vê-la na academia, mesmo sem qualquer incentivo ou reciprocidade.
De acordo com a mãe da vítima, o agressor começou a enviar buquês de flores e caixas de chocolate para a residência de Alana, insistindo em uma aproximação que nunca foi correspondida. Em dezembro, ao enviar o quinto buquê, ele finalmente revelou sua identidade e formalizou um pedido de namoro por meio de um bilhete.
Orientada pelos pais, Alana recusou de forma educada, deixando claro que não desejava se envolver emocionalmente naquele momento. A jovem estava focada nos estudos e sonhava em cursar medicina.
A negativa, no entanto, não foi aceita.
Na quinta-feira (5), o suspeito foi até a casa da família, mas acabou sendo afastado pelo cachorro. No dia seguinte, ele retornou e atacou Alana com extrema violência, desferindo golpes de faca no rosto e em diversas partes do corpo, dentro do espaço que deveria ser o mais seguro: o lar.
A jovem foi socorrida e levada a um hospital particular da região, onde passou por uma cirurgia de aproximadamente cinco horas. Ela segue internada na Unidade de Terapia Intensiva, e seu estado de saúde é considerado grave.
Quando o “não” vira sentença
O caso de Alana escancara uma realidade cruel: mulheres continuam sendo punidas por exercerem o direito de escolher. Dizer “não” a um relacionamento, estabelecer limites ou simplesmente existir sem corresponder às expectativas masculinas ainda pode resultar em perseguição, agressão e tentativa de feminicídio.
Não se trata de “paixão”, “ciúmes” ou “descontrole emocional”. Trata-se de violência de gênero, alimentada pela ideia de que mulheres devem satisfação, afeto ou submissão — e de que a recusa é uma afronta.
Alana sobreviveu, mas carrega marcas físicas e emocionais de uma violência que poderia ter sido evitada se o “não” tivesse sido respeitado.
Seguiremos denunciando. Porque nenhuma mulher deve pagar com o próprio corpo por exercer sua autonomia.
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