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Mulher morta pelo marido em festa de casamento tentou fugir, foi encurralada e levou seis tiros.


A perícia que analisou a cena do feminicídio de Nájylla Duenas Nascimento, 34 anos, em Campinas, no interior de São Paulo, aponta que o guarda municipal Daniel Barbosa Marinho, 55, teria perseguido e encurralado a esposa antes de matá-la a tiros durante a festa de casamento do casal. As informações são da EPTV. Segundo boletim de ocorrência, os primeiros disparos aconteceram do lado de fora da residência.


A sequência de tiros teria seguido por uma escadaria até um terreno vizinho, onde a vítima acabou encurralada pelo suspeito. Nájylla morreu ainda no local. O policial militar responsável pelo isolamento da área relatou que a mulher apresentava três perfurações compatíveis com disparos na região do tórax, além de duas lesões no antebraço esquerdo e uma no dedo mínimo da mão direita.


Ao todo, a perícia contabilizou seis marcas de tiros no corpo da vítima. Daniel Barbosa Marinho foi preso em flagrante após o feminicídio. Segundo a Guarda Municipal, o próprio agente acionou a corporação depois do crime. Em nota, a defesa do guarda afirmou que acompanha o caso “confiando na investigação técnica e imparcial” e destacou que o suspeito se apresentou espontaneamente às autoridades.


Ainda segundo o registro policial, o agente pegou a arma funcional, agrediu a mulher e efetuou disparos contra ela antes de deixar o local. Testemunhas contaram que o guarda retornou pouco tempo depois e voltou a atirar na vítima. Nájylla chegou a receber atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.


O guarda municipal já tinha agredido a esposa antes do casamento, segundo relato dos familiares da vítima. O caso foi tratado como feminicídio. Conforme informou a Guarda Municipal, o próprio agente acionou a corporação após o crime.


Ele foi encaminhado para a 2.ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde acabou autuado em flagrante.

“A Guarda Municipal lamenta profundamente o fato e reafirma seu compromisso com o combate a qualquer forma de violência”, informou a corporação em nota. A Guarda também informou que a Corregedoria acompanha o caso e deve instaurar procedimentos administrativos e disciplinares para apurar a conduta do servidor.



O suspeito integra a Guarda Municipal desde 1998. Atualmente, ele trabalhava em funções internas em uma das bases operacionais da corporação.

 
 
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