Mulher denuncia exigência de ‘calça legging marcando’ para trabalhar em hamburgueria: 'Atrai clientes'.
- FORTE POR SER MULHER

- há 16 horas
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também recebeu uma proposta considerada abusiva de uma hamburgueria em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Segundo ela, a vaga vinha acompanhada de exigências relacionadas à aparência física das funcionárias. A jovem relatou ter se sentido desrespeitada após receber mensagens do recrutador orientando o uso de roupas específicas durante o expediente. Em um dos trechos, ele pede que as funcionárias utilizem “uma calça legging mais marcando, porque isso atrai cliente”.

Surpresa com o teor da conversa, ela questionou o que significava a exigência e perguntou se seria para evidenciar partes íntimas do corpo. De acordo com os prints obtidos pela reportagem, o recrutador confirmou a interpretação.
Diante da situação, a candidata decidiu não aceitar a vaga. O contato aconteceu depois que a mulher viu o anúncio em um grupo de oportunidades de trabalho no WhatsApp. A oferta indicava vaga fixa, direcionada a mulheres e sem exigência de experiência prévia. Na conversa, o recrutador mencionou pagamento de R$ 90 por seis horas de trabalho, com possibilidade de chegar a R$ 180 caso as condições impostas fossem aceitas.
Além dela, uma adolescente de 17 anos também denunciou a abordagem. Segundo relato, foi oferecido um acréscimo de R$ 300 no salário caso utilizasse decotes e roupas justas durante o trabalho. A jovem afirmou ter ficado abalada com a situação. Após a repercussão do caso, o perfil da hamburgueria nas redes sociais foi retirado do ar.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou que abriu investigação para apurar a conduta do estabelecimento. Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, o proprietário da hamburgueria, localizada na Avenida do Café, na zona oeste da cidade, admitiu o erro, lamentou o ocorrido e disse que não teve a intenção de ofender as candidatas.
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