Mesmo com medida protetiva, mulher é vítima de feminicídio no Rio de Janeiro
- FORTE POR SER MULHER

- 5 de fev.
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Uma mulher de 25 anos foi vítima de feminicídio no Rio de Janeiro mesmo estando amparada por uma medida protetiva contra o ex-companheiro. O crime ocorreu no mesmo dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que institui o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, voltado à prevenção da violência contra meninas e mulheres em todo o país.
Amanda Loureiro da Silva Mendes foi abordada pelo agressor, armado, a poucos metros do local onde trabalhava, no bairro de Quintino, na zona norte do Rio. Imagens de câmeras de segurança registraram uma breve discussão antes de o homem efetuar os disparos. A jovem chegou a ser socorrida e levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos.
O autor do crime foi localizado pela polícia poucas horas depois, no bairro vizinho de Madureira. A análise das imagens de segurança foi fundamental para a reconstituição da dinâmica do assassinato e para a identificação do suspeito.
De acordo com as investigações, Amanda e o agressor foram casados por sete anos e tiveram dois filhos. O casal estava separado havia cerca de quatro meses, mas o homem não aceitava o fim do relacionamento e passou a perseguir a vítima, mesmo após a concessão da medida protetiva, que vinha sendo reiteradamente descumprida.
O suspeito já possuía antecedentes criminais. Em 2019, havia sido preso por homicídio e também acumulava registros por porte ilegal de arma de fogo e violência doméstica.
Dados do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro revelam a dimensão do problema. Entre janeiro e novembro de 2025, foram registrados mais de 71 mil casos de violência doméstica contra a mulher no estado.
O Observatório de Violência contra a Mulher da Justiça do Rio reforça que a medida protetiva deve ser solicitada em situações de agressão física, ameaças, violência sexual, retenção de documentos ou bens pessoais, como dinheiro, cartão bancário e celular, além de outras condutas que caracterizem violência.
No mesmo dia do crime, o governo federal lançou oficialmente o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, que prevê atuação coordenada e permanente entre os Três Poderes para prevenir e enfrentar a violência de gênero. Segundo o presidente Lula, a principal inovação do pacto é o reconhecimento de que a responsabilidade pela proteção das mulheres não pode recair apenas sobre elas, mas deve ser assumida por toda a sociedade e pelo Estado.
O caso reacende o debate sobre a efetividade das medidas protetivas e a necessidade de fortalecimento das políticas públicas de prevenção, monitoramento e resposta rápida para garantir que mulheres em situação de risco permaneçam vivas.
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