Médico é preso na Chapada Diamantina suspeito de estupro e abusos contra pacientes e adolescente
- FORTE POR SER MULHER

- 6 de fev.
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Um médico clínico geral de 29 anos foi preso na manhã desta terça-feira (3), no município de Seabra, na região da Chapada Diamantina, suspeito de cometer crimes de estupro, violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. O investigado atuava em consultórios particulares e em postos de saúde da rede pública.
De acordo com a Polícia Civil, até o momento, três vítimas foram identificadas: duas mulheres, de 19 e 24 anos, e uma adolescente de 14 anos. O médico foi identificado como Gustavo Lopes de Oliveira.
As investigações apontam que o suspeito se aproveitava da posição de confiança inerente à profissão para cometer abusos. Segundo a polícia, no caso da ex-assistente, ele teria praticado violência psicológica e sexual. Já em relação às demais vítimas, que eram pacientes, os abusos teriam ocorrido durante consultas e exames médicos realizados nas unidades onde o investigado trabalhava.
O caso começou a ser apurado após familiares de uma das vítimas perceberem mudanças significativas em seu comportamento. Ao ser questionada, a mulher relatou episódios de violência que vinham ocorrendo desde o ano passado, o que levou à formalização da denúncia.
Além da prisão, a Justiça determinou o cumprimento de três mandados de busca e apreensão, sendo um na residência do médico e dois em clínicas onde ele atuava profissionalmente.
A Polícia Civil informou que há a expectativa de que outras mulheres procurem as autoridades para relatar possíveis crimes ainda não denunciados, o que pode ampliar o número de vítimas.
O portal g1 informou que tentou contato com a defesa do médico, mas não obteve resposta até a última atualização.
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) afirmou que os processos éticos relacionados ao caso tramitam sob sigilo, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório. O órgão destacou ainda que eventuais sanções públicas só serão divulgadas após o trânsito em julgado.
O caso reforça a importância da denúncia e da atenção aos sinais de violência, especialmente em contextos que envolvem relações de confiança e autoridade profissional.
Mulheres e meninas vítimas de violência sexual podem buscar apoio e orientação por meio do Disque 180, canal nacional de atendimento gratuito e sigiloso, disponível 24 horas por dia.
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