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Justiça foi feita: demissão de envolvidos em invasão à Câmara reforça que violência política não será tolerada

A decisão da Prefeitura de Salvador de demitir três servidores envolvidos na invasão à Câmara Municipal representa um recado claro: a democracia não se curva à violência.


O episódio, que ocorreu no Centro de Cultura da Câmara Municipal de Salvador, terminou com agressões a vereadores durante o exercício legítimo de seus mandatos. Após processo administrativo, a gestão municipal oficializou a exoneração dos envolvidos.


O vereador Maurício Trindade classificou a decisão como uma resposta necessária diante da gravidade dos fatos.


“A justiça foi feita. O que aconteceu ali foi um ataque direto à democracia. Não foi um protesto pacífico. Houve invasão, agressão e tentativa de intimidação”, afirmou.

Violência não é manifestação

Trindade relembrou que ele e outros parlamentares foram agredidos durante a confusão. Segundo o vereador, o episódio marcou um dos momentos mais graves da história recente do Legislativo municipal.


A democracia garante o direito ao protesto. Mas não autoriza invasão. Não autoriza vandalismo. Não autoriza agressão.


Quando há violência, deixa de ser manifestação e passa a ser crime.

A punição administrativa reforça que instituições precisam ser preservadas — especialmente em um momento em que ataques ao Estado Democrático de Direito se tornaram recorrentes no país.


Um alerta para o presente

As imagens do tumulto circularam amplamente à época, mostrando vereadores cercados e hostilizados dentro da própria Casa Legislativa. Para Trindade, o episódio foi uma tentativa de deslegitimar o Poder Legislativo municipal.


Para nós, mulheres que acompanhamos e atuamos na política, o recado é ainda mais direto: a violência política — seja física, simbólica ou institucional — precisa ser enfrentada com firmeza.


Democracia se faz com debate. Com divergência. Com voto.

Não com intimidação.


A decisão da Prefeitura reafirma que há consequências para quem ultrapassa os limites da legalidade. E isso fortalece as instituições — e a cidade.

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