Ireuda chama atenção para violência contra mulheres com deficiência.

A pesquisa do DataSenado, que aponta que 38% das mulheres com deficiência já sofreram violência doméstica ao longo da vida, chama atenção para a necessidade de políticas públicas específicas de proteção e acolhimento. O índice é superior ao registrado entre mulheres sem deficiência, de 28%, e revela obstáculos adicionais enfrentados por esse grupo para reconhecer, denunciar e romper o ciclo de violência.
Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, a vereadora Ireuda Silva (Republicanos) tem defendido que o enfrentamento à violência de gênero precisa ocorrer de forma permanente, com prevenção, acolhimento e fortalecimento da rede de proteção.
Ao comentar dados sobre violência contra mulheres, a parlamentar afirmou que “a mobilização precisa acontecer todos os dias do ano” e que o problema exige “políticas públicas permanentes e uma rede de proteção cada vez mais forte”.
Os dados do DataSenado reforçam esse alerta. Entre as mulheres com deficiência vítimas de violência, 39% relataram violência sexual e 46%, violência patrimonial. Além disso, 83% das vítimas não denunciaram a agressão, enquanto 18% afirmaram não ter nenhum conhecimento sobre a Lei Maria da Penha. A dependência financeira também aparece como fator de vulnerabilidade: 78% das entrevistadas com deficiência não exerciam trabalho remunerado.
Ireuda também defende que a proteção seja acompanhada de ações do poder público. Ao marcar os 20 anos da Lei Maria da Penha, em agosto, a vereadora destacou que a legislação representa um marco no enfrentamento à violência doméstica, mas ressaltou que ainda é necessário ampliar sua efetividade.
“Não basta lembrar os 20 anos da lei; é preciso garantir que ela seja efetivamente cumprida. "Nenhuma mulher deve viver com medo", afirmou. A pesquisa foi realizada pelo DataSenado e pelo Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), com 21.641 brasileiras de 16 anos ou mais, entre maio e julho de 2025. Pela primeira vez, o levantamento incorporou a autoidentificação de mulheres com deficiência, permitindo dimensionar de forma mais específica a violência sofrida por esse grupo.
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