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"Dia Internacional da Igualdade Feminina reforça a luta por direitos e oportunidades", diz Ireuda Silva.


Fonte: Cms.com.br
Fonte: Cms.com.br

Neste 26 de agosto, o Dia Internacional da Igualdade Feminina reforça a importância de ampliar a participação das mulheres nos espaços de poder e garantir direitos, oportunidades e condições iguais em áreas como trabalho, política, educação e representação social.


Para a vereadora Ireuda Silva (Republicanos), a data deve ser encarada como um momento de reflexão, mas também de cobrança por políticas públicas capazes de enfrentar desigualdades que ainda fazem parte da realidade brasileira.



“Falar em igualdade feminina é falar sobre oportunidades. Não basta reconhecer que as mulheres são maioria da população se elas continuam enfrentando barreiras para ocupar espaços de decisão, receber salários justos e exercer plenamente seus direitos. “Precisamos transformar a igualdade em realidade”, afirmou Ireuda, que é presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.



Os números mostram que o desafio permanece. Segundo o 3º Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelo Ministério das Mulheres, as mulheres recebiam, em média, 20,9% menos que os homens nos estabelecimentos com 100 ou mais empregados. Em valores absolutos, a remuneração média era de R$ 3.755,01 para mulheres, contra R$ 4.745,53 para homens.

A desigualdade também aparece na política. Nas eleições de 2026, as mulheres representam cerca de 35% das candidaturas, embora sejam maioria da população brasileira. A presença feminina é ainda menor nas disputas majoritárias: apenas 16,8% dos candidatos ao governo dos estados são mulheres.



Para Ireuda, a baixa representação feminina nos espaços de poder interfere diretamente na construção de políticas públicas voltadas para as próprias mulheres. “Quando uma mulher ocupa um espaço de decisão, ela também abre caminho para tantas outras. Precisamos de mais mulheres na política, nas empresas, na Justiça, nas universidades e em todos os lugares onde as decisões são tomadas”, destacou.


Um levantamento recente da organização Justa também evidencia a persistência da desigualdade, mesmo em carreiras de alta qualificação. Entre 2024 e 2025, 86% das magistradas analisadas receberam menos que homens que ocupavam os mesmos cargos nos 25 tribunais estaduais avaliados. Além disso, os homens correspondiam a 68% dos magistrados estaduais, contra 32% de mulheres.


Na Bahia, as diferenças também permanecem. Estudo da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), com base em dados da PNAD Contínua do IBGE, apontou desigualdades de gênero na participação no mercado de trabalho, desemprego, condições de ocupação e rendimentos, apesar de as mulheres apresentarem maior escolaridade e presença em ocupações de maior qualificação.


A vereadora ressalta ainda que a igualdade precisa considerar as diferentes realidades vividas pelas mulheres. “Não podemos falar de igualdade sem olhar para as mulheres negras, pobres, mães solo e para aquelas que enfrentam violência. "As desigualdades se acumulam e exigem políticas públicas específicas, permanentes e efetivas", afirmou.


De acordo com a ONU Mulheres, as mulheres realizam pelo menos o dobro do trabalho de cuidado não remunerado em comparação aos homens. A organização também destaca que uma em cada três mulheres sofrerá violência física ou sexual ao longo da vida, evidenciando que a igualdade de gênero está diretamente relacionada à autonomia, à segurança e à garantia de direitos.

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