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Após o mês da mulher, Ireuda Silva alerta para avanço da violência e defende mobilização permanente.

Passado o mês de março, tradicionalmente dedicado à reflexão sobre os direitos das mulheres, novos dados sobre a violência de gênero no Brasil reforçam a necessidade de manter o tema no centro das políticas públicas durante todo o ano.

É o que destaca a vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Municipal de Salvador, ao comentar os números divulgados pelo estudo Elas Vivem: a urgência da vida, da Rede Observatórios da Segurança.


Segundo o levantamento, monitorado em nove estados brasileiros ao longo de 2025, 4.558 mulheres foram vítimas de algum tipo de violência, o que representa um aumento de 9% em relação a 2024. Na média, isso significa que cerca de 12 mulheres foram vitimadas a cada 24 horas.


Para Ireuda Silva, os dados são um alerta que não pode ser ignorado após o encerramento das campanhas de março. “O mês da mulher é importante para ampliar a conscientização, mas a realidade mostra que essa mobilização precisa acontecer todos os dias do ano. Quando vemos que, em média, 12 mulheres sofrem violência diariamente, percebemos que estamos diante de um problema estrutural, que exige políticas públicas permanentes e uma rede de proteção cada vez mais forte”, afirmou.


O estudo também chama atenção para o aumento expressivo dos casos de violência sexual e estupro, que cresceram 56,6%, passando de 602 para 961 registros. O perfil das vítimas evidencia um quadro ainda mais grave: 56,5% eram crianças e adolescentes entre 0 e 17 anos.


Segundo a vereadora, esse dado revela a urgência de fortalecer mecanismos de prevenção e proteção à infância e à adolescência. “Quando mais da metade das vítimas são meninas, estamos falando de uma tragédia social que começa muito cedo. É fundamental investir em educação, informação e canais de denúncia acessíveis, além de garantir acolhimento adequado às vítimas”, destacou.


Entre os casos registrados, tentativas de feminicídio e agressões físicas lideram as ocorrências, com 1.798 registros. O levantamento também contabilizou episódios de agressão verbal, cárcere privado, dano ao patrimônio, feminicídio, homicídio, sequestro e supressão de documentos.


Para Ireuda Silva, os números reforçam a importância de políticas públicas que ampliem a autonomia e a proteção das mulheres. A vereadora cita iniciativas que integram a rede de enfrentamento à violência, como a Patrulha Guardiã Maria da Penha, criada em Salvador por seu mandato para acompanhar casos de violência doméstica e garantir maior segurança às mulheres com medidas protetivas.


“Combater a violência contra a mulher exige ação integrada: segurança pública, assistência social, geração de renda e educação. Precisamos fortalecer essa rede para que nenhuma mulher se sinta sozinha diante da violência”, afirmou.

 
 
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